sexta-feira, 16 de julho de 2010

Resposta à voz da Razão CM

Volta e meia vejo algum dos supostos experts em economia e finanças lançarem as suas "teses" cá para fora, normalmente através duma coluna que lhes paga num jornal qualquer.
Hoje calhei de ler a coluna "A voz da Razão" escrita por alguém que partilha comigo o apelido mas que nada tem a ver comigo.
Este expert fala sobre a ideia de Paulo Portas e sobre a ideia deste do Scorates se demitir e a criação dum governo de salvação do País. como quase todos nós o colunista acha uma demagogia por parte do P P a ideia, mas a certa altura não se coibe de voltar a uma ideia que parece ser comum a todos estes "experts" em economia.
"Não falo só de cortes salariais a prazo inevitáveis" diz este "espert".
Eu sei que o país está mal, mas não foram os trabalhadores que ganham o salário minimo ou pouco mais que o puseram de cocaras. Porque é que no corte de gastos nunca ouço dizer que quem mais mamou neste país agora neste tempo de vacas magras, que para mim o foram sempre, não se chega à frente e dá devolta parte do que mamou e mama.
Reparem que não digo para devolverem tudo, pois todos nós temos direito ao nosso pé de meia.
Por exemplo cortemos nos gastos dos gabinetes dos ministros, ninguém poderia ganhar mais do que cinco vezes o ordenado médio português incluindo o ministro.
O páis está mal e o exemplo deveria vir de cima, por isso outros senhores que deveriam dar o exemplo os deputados, nada de assesores, eles que façam o trabalho deles e passem a receber três vezes o ordenado médio português.
Assim se acabaria com a ideia que a politica é só para encher os bolsos.
E depois taxavamos em 60% todos os que tivessem rendimentos anuais superiores a 300 mil euros. Para um país falido ganhar mais de 300 mil euros ano é um insulto a quem tem que viver com 475 euros mensais. E falo de acções, rendas, ajudas e todo o tipo de vencimentos encobertos.
Claro que os ridos deste país iriam estrebuchar, mas como passam o tempo a dizer que amam o país iriam-no demonstrar.

A caminho do Algarve

Depois de un ano de ausência voltei a dedicar alguns dias de férias a ir ao Algarve ver a concentração de motas de Faro.
Como tem sido norma nos ultimos 4 anos venho de carro ao contrário do que eu gostaria que fosse que era vir da mota.
Vir sempre acompanhado por mais que uma pessoa a isso obriga.
Cansado de nos ultimos anos vir sempre pela autoestrada do Porto até ao Algarve, mais concretamente Monte Gordo, decidi variar na rota. Assim mal em Santarém saí da A1 em direcção ao Algarve não escolhi a rota normal que é seguir por autoestrada e antes fui pela nacional na direcção de Coruche. Depois Montemor o novo, Évora, onde passei por um McDrive para abastecer de comida a maioria das pessoas do carro, depois Portel onde paramos para que a unica pessoa que não quis Mcdonald's, por sinal a que trabalha num (Hamburguers de lá deve ele estar farto) e depois Beja, seguimos na direcção de Ourique Castro Verde opção que quem for para Lagos ou Albufeira deve ser a seguida, mas no nosso caso fizemos uma derivação para Mértola e seguindo de perto o Rio Guadiana entramos no Algarve por Castro Marim e chegamos a Monte Gordo.
Não fui rigoroso na medição dos quilómetros mas poucos mais fiz do que no trajecto tradicional, demorei aproximadamente mais uma hora que o normal e isto sem ter vindo a alta velocidade na estada normal.
Isto permitiu-me poupar a portagem que iria pagar de Santarém ao Algarve e fazer uma média bastante baixa no consumo.
Além de que vi uma data de cidades por onde já não passava há mais de 20 anos. Para quem quiser sair do tradicional é um percurso excelente com boa estrada em quase todo o caminho sendo que em algumas partes é mesmo excelente. Tem-se algum trafego mas algo que não cria problemas na viagem.
Para mim foi o relembrar das viagens feitas no tempo do meu pai e depois por mim a caminho do Algarve quando não existia autoestrada até lá. E é uma viagem mais fácil hoje em dia.
Recomendado viavmente a quem quer algo de diferente nas férias, saia da autoestrada e vá pela nacional e surpreenda-se.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Carros Eletricos

Hoje em dia fala-se cada vez mais de carros movidos a eletricidade. Não estou a falar dos hibridos que mais não são que uma maneira de chupara dinheiro a parolos na maior parte dos casos ou de estratégia de marketing noutros.
Estou a falar de carro só movidos por eletricidade. Existem várias soluções, mas vou focar a que o sr socrates apadrinhou, criar uma rede de postos de carregamentos rápidos de carros só movidos por baterias. Alguém se deu ao trabalho de analisar o custo desse carregamento rápido ou até do carregamento feito numa tomada caseira. Existe uma maneira mais económica e mais limpa de usar um carro elétrico, usar hidrogénio, é uma fonte inesgotável e de muito menor poluição que a produção elétrica. E porque será que se vai para a solução elétrica da tomada caseira, porque assim se apoia outro grande monopólio, o da produção elétrica dominada por algumas megacompanhias. Nisto do ambiente só se avança se alguém puder encher os bolsos, porque senão, criam-se excepções para se poder construir em areas reservadas e diz-se que é para o interesse nacional, e é do "interesse nacional" que se trata, encher os bolsos de alguns. Porque o "interesse nacional" é o interesse de quem tem muito dinheiro mas que nunca está satisfeito com o que tem.

SCUTS

O Marcelo Rebelo de Sousa na sia crónica habitual na TVI focou as SCUTS, que as pessoas se esqueciam que elas eram pagas pois o estado pagava às empresas que exploram o traçado um x por ano, que vinha a aumentar por ano que por isso o Estado estava tentar cortar nesse gasto. Agora o que todos esquecem é quer as autoestradas pagas, quer as SCUTS só devem ser pagas se existirem alternativas viáveis. Ora o que acontece neste momento em todo o país é que não existem alternativas às autoestradas e scuts. Só se fala em fazer novas autoestradas/Scuts mas ninguém falar em renovar a rede viária do país. Em arranjar as estradas deste país onde se circula muito mais que nas autoestradas/scuts.
Uma coisa que sempre me custou a engolir e que mexe comigo é a exploração das autoestradas/scuts não ser feita por uma entidade do estado.
Os capitalistas vão já berrar contra isso pois interessa a uma centena de portugueses encher-se à custa do resto dos 10 milhões. Mas as autoestradas/scuts foram construidas com o dinheiro de todos nós e o emprestados pela CEE para a modernização do país, é uma empresa que sempre deu lucro, por isso não interessava que ficasse no estado a diminuir o defice publico, privatiza-se e assim enche-se o bolso de alguns com prejuizo de milhões.
O mesmo se passa com outras empresas do estado que davam lucro e foram vendidas. Encheu-se os cofres com uma ninharia e dá-se milhões agora a alguns.
E não venham com a treta da CEE porque quando se quer à sempre maneira de se dar a volta.
Este é um país em que cada vez mais alguns se enchem em prejuizo de todos os outros.