segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Serei Velho?

Ouço muita gente dizer "eu sou velho por fora mas jovem por dentro". É o estilo de frase feita que a mim nada me diz, pois quem o diz não aje como um jovem. Porque essas pessoas são as primeiras a dizer "No meu tempo não era nada assim" e "os jovens de hoje portam-se duma maneira...".
Eu olho ao espelho e vejo um jovem de 50 anos, claro que tenho o cabelo branco e sou careca, preciso de óculos para ler, canso-me mais facilmente, mas para mim nada disso faz de mim um velho, okay, 50 anos não é a terceira idade, mas para lá caminhamos mais depressa que muitos gostariam.
Mas para muitos jovens eu sou um velho, um cota. E então porque é entendo muitos dos dilemas deles, porque é que lhes sei falar do que eles passam como se fosse outro jovem a falar com eles, porque é que gosto das tendências musicais deles e não tenho qualquer problema a ir a um concerto para "putos" e divertir-me ao lado deles, e não, não é a crise da meia idade que essa passei-a aos 40. Porque é que gosto de falar de jogos de computador com jovens, de conviver com eles, alguns psicólogos irão dizer que eu me estou agarrar à juventude, que tenho medo de envelhecer, e eu pergunto serei velho? Serei velho por o meu aspecto acusar a idade, ou seremos velhos quando nos esquecemos de viver a vida como os jovens, quando o que eles falam nada nos diz? É que eu continuo a gostar de ouvir os jovens, de falar com eles, de ouvir os seus problemas, os seus desgostos de amor, as suas duvidas sobre o futuro. E para mim não existe no meu tempo, existe sim experiências que vivi que tento passar como bons ou maus exemplos do que eu fiz para alguém apreender com eles.
Eu vivo no meu tempo não é o passado nem o futuro é o meu dia a dia, desculpem lá se não ajo como um velho ou não penso como um velho, eu sinto-me jovem e penso como um jovem, talvez nunca tenha crescido dirão alguns, se calhar, mas tenho a certeza que cresci ou não seria pai de duas maravilhosas filhas que me enchem de orgulho. Se calhar cresci mantendo-me jovem, continuando a gostar das coisas que gostava a tentar acompanhar as mudanças do tempo e não me deixar ficar para trás só porque estava a crescer. sei que muitos jovens podem olhar para mim com condescendência e os velhos abanarem a cabeça em sinal de reprovação, mas nada disso me afecta, gosto de ser como sou e sei que não estou errado no que sinto, olho-me ao espelho e vejo um jovem de 50 anos, consciente das suas limitações e alegre por ser jovem!!!

terça-feira, 20 de novembro de 2012

De Évora a Badajoz

No sábado dia 17 em virtude do temporal que estava em Évora resolvi meter-me à estrada e ir até Badajoz, cidade onde já não ia para cima de 20 anos.
Claro que não fui pela autoestrada, a vida está cara para pagar portagens, e não me arrependi.
A estrada segue na maior parte do tempo a par da autoestrada, está em bom estado  e tem uma paisagem agradável. É claro que a chuva não facilitou a viagem. Passei por Estremoz, onde vi ao longe a cidade, e à ida também só vi Elvas ao longe pois a parte final da autoestrada não é paga.
Para quem já não ia a Badajoz há vinte anos a cidade está muito diferente. É neste momento uma cidade grande e em crescimento, ao contrário de Huelva que visitei em Julho e onde se encontravam várias lojas fechadas e muitos apartamentos à venda, em Badajoz apesar de se ver algumas casas à venda não era nada parecido com Huelva, e isso notava-se no centro comercial El Faro, que é grande e com lojas conhecidas, onde se via grande movimento. Os preços eram parecidos com os nossos e na Outlet do Corte Inglês até estavam mais baixos que as nossas promoções.
Dei uma volta pela parte antiga, o centro comercial está na parte nova que fica a norte do rio Guadiana, e estava como eu me recordava.
À vinda resolvi parar em Elvas, já não visitava a cidade à mais de 30 anos, é uma cidade que dentro das muralhas pouco se alterou e ainda bem que assim foi. É um bocado de história que podemos visitar especialmente as fortificações que rodeiam a cidade e o seu castelo. Pena foi que a chuva voltou a carregar e correu-me de volta para Évora sem parar em Estremoz. Fica para outra altura. Se puderem façam uma visita a Évora, Estremoz e Elvas que são cidades que ainda mantém bem conservadas pedaços da nossa história.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Jiosé Miguel Judice um FASCISTA em potência

Que este senhor gostava que votlassemos ao antes 25 de Abril não é novidade para ninguém, agora acha que devemos trabalhar mais, ganhar o mesmo e poupar mais, ou seja que passemos a ser como o terceiro mundo, em que os patrões exploram os empregados e pagam salários de miséria. Que o país está mal está, mas a culpa é dos governos dos ultimos 30 anos, e das empresas que se encheram com essa governação, prédios ao alto, asfalto por todo lado e edificos (Centro cultural de Belém, Casa da musica etc) que custaram milhões não servem para nada. Este senhor tem é o tacho sempre garantido ser de direita ajuda, senão andava como o resto dos portugueses a protestar.

Greve

Na quarta-feira ouvi algumas pessoas comentarem que fazer greve não mudava nada, que não ajudava à crise, que se devia era fazer manifestações aos fins dde semana para não perturbar quem queria trabalhar!!!
Pois, esquecem-se que um milhão de portugueses não têm trabalho e não é como algumas vezes ouço, não quererem trabalhar, mas sim porque não há trabalho. E o subsidio de desemprego cada vez mais abrange menos pessoas.
Fazer greve pode prejudicar o dia de muitas pessoas, mas está a protege-las de abusos, perda de liberdade e perda de direitos.
Apoiar quem faz greve é a unica atitude que todos devemos ter, outra atitude é puro egoismo de quem está bem na vida ou tem medo de ir contra os que mandam.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Viagem ao passado

Tenho estado em Évora, e algumas coisas engraçadas têm acontecido comigo, primeiro é que aqui faz frio como no norte, esqueçam essa ideia de que Évora é um lugar quente, isso só deve ser no Verão, porque agora faz um frio de rachar. A outra é que para quem como eu está habituado a ter um grande centro comercial perto, esqueça, pois aqui não há nenhum. Tive alguns problemas em encontrar um quiosque para comprar um jornal desportivo, isso de haver quiosques em todo lado não é para aqui.
E ontem tive uma visão da qual já não me lembrava para cima de 20 anos, ciganos com a família toda em cima duma carroça puxado por um burro ou asno e um cavalo preso atrás, e não foi só uma família mas sim um conjunto de algumas, todas em carroças puxadas por burros ou asnos (não os consigo diferenciar coisa de quem cresceu na cidade e não no campo).
Estar a viver aqui, nem que seja só por um mês tem sido uma experiência diferente, um voltar ao passado.