Gosto de ler jornais, essencialmente porque me dão uma imagem do país e do mundo. O que mais me diverte por um lado e irrita por outro são os analistas, quer sejam financeiros ou políticos. Têm umas ideias que sinceramente me deixa a ponderar como é que alguém lhes paga para debitar as asneiras que escrevem. Um deles dizia muito sabiamente que a única solução para a Europa era concorrermos em termos de ordenados e condições de vida com a China. E este "sábio" é director de um jornal pago a peso de ouro. Se ele vivesse com o ordenado mínimo de certeza que não debitava uma asneirada destas cá para fora. Ele queria que nós passassemos outra vez a viver em ditadura, e além disso que não tivessemos reformas, segurança social ou que vivessemos nas empresas como acontece com milhares de pessoas na China. Claro que olhando para Hong-Kong, Xangai e uma ou outra metropole até parece que a vida na China é melhor que a nossa, mas indo às empresas que fazem os produtos por tuta e meia que depois exportam para o resto do mundo descobre-se uma realidade totalmente diferente. Não somos nós que temos que baixar as nossas condições de vida, mas sim os ricos que as têm de baixar e os chineses que as têm de subir.
Outro "esperto" dizia que deviamos olhar para os países emergentes e seguir o exemplo deles, dava Angola como exemplo. Angola só serve de exemplo da esperteza dum governo, que coloca em todas as empresas que abrem nesse país alguém ligado a ele. Onde existe uma diferença abismal entre ricos e pobres, nas nisso estamos a caminhar para lá, onde não há segurança social, segurança, etc. Ricos exemplos.
Outro dizia que tinhamos que nos adequar aos novos tempos, que com a globalização tinhamos que concorrer em pé de igualdade com países com custos de produção mais baixos, tenho a certeza que se os directores das diversas areas das empresas nacionais vissem os seus ordenados reduzidos em 1/3 os nossos custos de produção eram drasticamente reduzidos.
E acho uma piada à globalização, ela só funciona para quem é grande, para os pequenos como Portugal só os f....
Mas da globalização e da única salvação deste jardim à beira mar plantado falarei noutra altura.
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