domingo, 25 de março de 2012

Atirei o pau ao gato

Muito se tem falado sobre a musica alterada por uma professora do ensino publico que no fim da musica punha os miúdos a gritas viva o Benfica. O pai duma das crianças protestou e foi seguida pela SAD do F C Porto. Muitas vozes surgiram logo a criticar, pelo que li todas elas benfiquistas. Resumindo diziam que o a SAD estava a ser parva. Bem, parvos são esses senhores, especialmente um senhor que é director da GQ, se fosse ao contrário e uma professora pusesse os alunos a gritar viva o Futebol Clube do Porto era o fim do mundo.  "Pimenta no cu dos outros é doce para mim". Metam mas é cabeça para baixo, já chega de centralismos neste país para agora se pôr professoras a tentarem doutrinar alunos no clube que eles devem gostar, e sim, é fascismo como eu recordo onde éramos doutrinados na escola primária no tempo antes 25 de Abril que esse parvo da GQ não deve ter sofrido.

sexta-feira, 23 de março de 2012

Onde pára a Geração à Rasca

Um ano atrás um grupo criado nas redes sociais fez uma manifestação contra os estado dos jovens e dos empregados precários em Portugal. um ano depois esse movimento nada faz com a presente situação de longe muito pior que antes. Fico com a sensação que o grupo e a manifestação só teve como objectivo pressionar a saída de José Sócrates e  subida ao poder da actual coligação. E isso faz-me pena pois tenho a certeza que muitas pessoas não era isso que pretendiam. Mas nada mais fizeram, nada mais mais fazem quando o desemprego atinge números históricos e catastróficos para o país quer a nível económico quer a nível social. Hoje mais do que nunca existe a precariedade pois é extremamente fácil despedir quem quer que seja. Reina a ditadura nas empresas, o abuso de poder por parte dos patrões. ONDE PÁRA A GERAÇÃO À RASCA NESTE PAÍS À RASCA.

O "Estado Democrático"

As imagens das agressões da policia de choque a manifestantes é desprezível. As nossas manifestações em Portugal nunca foram parecidas ao que se vê por essa Europa fora. Basta lembrar o que se passou na Grécia. Por isso as imagens de ontem são algo que não consigo conceber num estado democrático. Só se pode entender quando um governo quer impor pela força as suas decisões polémicas. Quando as pessoas têm medo, isso mina qualquer democracia. Seja o medo de ser assaltado, seja o medo de ser despedido, seja o medo de ser agredido pela policia numa manifestação pacifica. E sempre que os governos assumem tiques de autoritarismo isso acontece. Basta olhar para a nossa história e lembrar os incidentes na Ponte 25 de Abril ao tempo do Cavaco Silva. Mal vai o país que aceita acontecimentos destes.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Euro - O desastre português

Já falei algumas vezes que devíamos sair do euro, mas nunca disse porque nunca deveríamos ter entrado. Se voltarmos atrás no tempo podemos recordar que antes de entrarmos no euro, tínhamos apoios europeus, já tínhamos o espaço Schengen, por isso o que é que a moeda nos trazia de bom para nós todos? Os políticos muito bem ensaiados pelo poder financeiro venderam a ideia que para nos aproximarmos da riqueza europeia tínhamos que ter uma moeda forte, essa moeda seria o euro, que só assim podíamos crescer na Europa. Está visto que não. Mas qual era o interesse no poder financeiro ter uma moeda forte? Porque assim  as fortunas construídas neste pequeno país nunca desvalorizam sempre que um governo decidia incentivar a economia e para isso usava a arma que agora nos falta, desvalorizava o valor da moeda nacional. E para todos nós o que trouxe o euro? A ilusão de quer nos aproximávamos do poder de comprar a média europeia, dos salários europeus, da vida que víamos na televisão. E durante anos os bancos, os governos venderam-nos essa ideia, de que iamos ter o que os outros tinham, para isso desatamos a comprar, casas, carros, férias e não nos preocupamos como iríamos pagar tudo isso, tínhamos o euro, éramos europeus e todos os governos diziam que ia tudo bem. Até que se começou a desfazer tudo. E o estarmos no euro mostrou a sua face. As fortunas continuaram a valer o mesmo, mas o resto dos que não são ricos sofreram por não termos uma moeda que podíamos desvalorizar e aí temos o desemprego.
Por isso, a quem aproveita o euro? A quem é rico, tem fortuna em Euros, e por isso não lhe interessa ver a sua fortuna numa moeda fraca. Ao resto do país? O euro mata-nos lentamente porque não temos ferramentas para cativar o investimento, porque estamos a pagar os erros dos nossos políticos e dos nossos bancos e porque nem uma das politicas económicas até hoje feitas vai mudar o rumo das coisas.