Já falei algumas vezes que devíamos sair do euro, mas nunca disse porque nunca deveríamos ter entrado. Se voltarmos atrás no tempo podemos recordar que antes de entrarmos no euro, tínhamos apoios europeus, já tínhamos o espaço Schengen, por isso o que é que a moeda nos trazia de bom para nós todos? Os políticos muito bem ensaiados pelo poder financeiro venderam a ideia que para nos aproximarmos da riqueza europeia tínhamos que ter uma moeda forte, essa moeda seria o euro, que só assim podíamos crescer na Europa. Está visto que não. Mas qual era o interesse no poder financeiro ter uma moeda forte? Porque assim as fortunas construídas neste pequeno país nunca desvalorizam sempre que um governo decidia incentivar a economia e para isso usava a arma que agora nos falta, desvalorizava o valor da moeda nacional. E para todos nós o que trouxe o euro? A ilusão de quer nos aproximávamos do poder de comprar a média europeia, dos salários europeus, da vida que víamos na televisão. E durante anos os bancos, os governos venderam-nos essa ideia, de que iamos ter o que os outros tinham, para isso desatamos a comprar, casas, carros, férias e não nos preocupamos como iríamos pagar tudo isso, tínhamos o euro, éramos europeus e todos os governos diziam que ia tudo bem. Até que se começou a desfazer tudo. E o estarmos no euro mostrou a sua face. As fortunas continuaram a valer o mesmo, mas o resto dos que não são ricos sofreram por não termos uma moeda que podíamos desvalorizar e aí temos o desemprego.
Por isso, a quem aproveita o euro? A quem é rico, tem fortuna em Euros, e por isso não lhe interessa ver a sua fortuna numa moeda fraca. Ao resto do país? O euro mata-nos lentamente porque não temos ferramentas para cativar o investimento, porque estamos a pagar os erros dos nossos políticos e dos nossos bancos e porque nem uma das politicas económicas até hoje feitas vai mudar o rumo das coisas.
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